No dia 18 deste mês o LAEF (Grupo de Estudos em Linguística Aplicada à Esfera Forense) iniciará suas atividades.
O grupo terá sede na UNICAMP e será coordenado pela Profa. Dra. Dayane Almeida, do departamento de Linguística Aplicada do IEL (Instituto de Estudos da Linguagem).
Inicialmente, os encontros do grupo ocorrerão uma vez por mês. A bibliografia a ser estudada neste primeiro semestre e as respectivas datas podem ser encontradas aqui.
Participantes externos são bem-vindos. Para frequentar uma reunião, escreva para dayane@iel.unicamp.br.
Este é um importante passo para o desenvolvimento da disciplina no estado de São Paulo.
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3 de agosto de 2017
LAEF - Grupo de Estudos em Linguística Aplicada à Esfera Forense (Unicamp)
30 de março de 2015
Carta de suicídio - Casos Odilaine/Bernardo
O caso do assassinato do menino Bernardo Boldrini, morto em 2014, voltou a ganhar espaço na mídia brasileira.
O programa Fantástico da rede globo exibiu ontem reportagem em que um perito particular fez uma análise grafotécnica e afirmou que a carta de suicídio escrita em 2010 pela mãe do menino, Odilaine, foi forjada. O laudo conclui que o texto não poderia ter partido de seu punho. O perito Ricardo Caires levou em conta outros textos de próprio punho na análise e também a assinatura de Odilaine presentes na carta e em outros documentos.
Veja aqui a reportagem do Fantástico.
Este caso é exemplar no que se refere ao não uso dos métodos e técnicas da Linguística Forense no Brasil. Em minha tese de Doutorado, eu cito diversos exemplos de casos em que uma análise Linguística (não grafotécnica ou grafológica) dos escritos envolvidos poderia ajudar a elucidá-los. Apesar de bastante conhecida no Brasil e no mundo, a análise da escrita de próprio punho traz poucos elementos que possam garantir que seu autor tenha sido uma ou outra pessoa. O levantamento de características linguístico-discursivas presentes nos textos de Odilaine em comparação com a carta de suicídio de autoria questionada poderia aumentar o grau de certeza com relação à conclusão do perito. Quanto mais características puderem ser examinas, maior a acuracidade da análise, já que quanto mais elementos forem agregados mais se vão diminuindo as possibilidades, estatisticamente falando, de dois autores compartilharem características.
Outra questão está na maneira categórica como o perito expressa a sua opinião. Ele diz que Odilaine não poderia ter escrito a carta, mas uma posição menos apressada simplesmente apontaria as semelhanças e diferenças entre os textos. É claro, porém, que não podemos julgar o trabalho da perícia sem saber os detalhes de seus métodos, que obviamente não foram mostrados durante a breve reportagem.
De qualquer forma, fica aqui o exemplo de um caso em que um linguista forense poderia atuar. Sem falar nas milhares de cartas que devem ser escritas por aí em meios digitais e que têm sua autoria questionada, casos em que a análise da letra em nada ajudaria (porque não há "letra" rs). Trabalho há. Só estamos a um longo passo de nos fazer conhecer em terras tupiniquins.
11 de janeiro de 2015
Linguística Forense: "an overview" - vídeo
Link para o vídeo "Forensic Linguistics: an overview", no Canal "The Virtual Linguistics Campus" (no You Tube).
O vídeo apresenta objetivos da disciplina e foca em identificação de voz e "authorship profiling".
O vídeo apresenta objetivos da disciplina e foca em identificação de voz e "authorship profiling".
20 de fevereiro de 2013
Linguística Forense em Vídeo: Coulthard & Grant
Abaixo estão os links para dois vídeos interessantes na área de Linguística Forense, dos quais tive conhecimento há pouco tempo:
1) Vídeo da Palestra "The Linguist as Detective and Expert Witness" proferida pelo Prof. Malcolm Coulthard, em 2008 (http://www.youtube.com/watch?v=SBrmMAdsR8c&list=PLBA9C926D4B1A26A0&index=1).
2) Vídeo da Universidade de Aston com o Prof. Tim Grant falando sobre o tema. (http://www.youtube.com/watch?v=_rYbaos88JY).
1) Vídeo da Palestra "The Linguist as Detective and Expert Witness" proferida pelo Prof. Malcolm Coulthard, em 2008 (http://www.youtube.com/watch?v=SBrmMAdsR8c&list=PLBA9C926D4B1A26A0&index=1).
2) Vídeo da Universidade de Aston com o Prof. Tim Grant falando sobre o tema. (http://www.youtube.com/watch?v=_rYbaos88JY).
31 de janeiro de 2013
Linguística Forense na ABRALIN 2013
Pesquisadores apresentam trabalhos relacionados à Linguística Forense no Congresso da ABRALIN (Associação Brasileira de Linguística), que ocorre em Natal de 31/01 a 02/02.
O link para a programação do evento é: http://www.abralin.org/site/data/uploads/programacao-2801/programacao-abralin_28-01.pdf.
Nela, encontram-se as datas das seguintes apresentações (dentre outras), relacionadas à LF:
- Avaliação na Prática Social: Análise Discursiva de Audiências no Juizado Especial Criminal (por Amitza Torres Vieira)
- A Co-Construção dos Fenômenos de Exclusão e da Resistência em Audiências de Conciliação (por Carolina Scali Abritta)
- Argumentar Narrativamente: Construções Identitárias de Vitimização de um Suspeito num Interrogatório Policial (por Débora Marques)
- O Discurso Jurídico em Relatório de Inquérito Policial à Luz da Análise de Discurso Crítica (por Maria das Graças Nunes)
- Aspectos de Responsabilidade Enunciativa no Boletim de Ocorrência e no Inquérito Policial (por Maria do Socorro Oliveira)
- Atribuição de Autoria de Textos no Âmbito Criminal de Judicial (por Dayane Celestino de Almeida)
7 de junho de 2012
O que faz um linguista forense?
Quando se trata de aplicações práticas da linguística, uma atividade que vem à mente é a do "linguista forense". E o que faz esse profissional?
O texto abaixo define bem tal atividade e foi retirado do site do evento "Linguagem e Direito" que ocorrerá em Setembro/2012 em Recife, onde será criada uma Associação Brasileira de Linguagem e Direito (nome ainda a definir).
O texto abaixo define bem tal atividade e foi retirado do site do evento "Linguagem e Direito" que ocorrerá em Setembro/2012 em Recife, onde será criada uma Associação Brasileira de Linguagem e Direito (nome ainda a definir).
"Os lingüistas forenses são mais frequentemente requisitados para ajudar
o judiciário a responder uma ou ambas das seguintes questões: o que um dado
texto “diz” e quem é o autor? Ao responder estas questões, os lingüistas se
fundamentam nas técnicas e conhecimento derivados de uma ou mais subáreas da
lingüística descritiva: fonética e fonologia, lexicologia, sintaxe, semântica,
pragmática e análise do discurso e do texto. Por esta razão, assim como dentro
do campo geral da lingüística alguns muitas vezes preferem distinguir-se como
foneticistas, lexicógrafos, gramáticos ou analistas do discurso, também dentro
da análise lingüística forense, existem duas subclasses distintas de
especialistas, foneticistas forenses e lingüistas forenses."
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