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31 de janeiro de 2019

Conversa com o Linguista Forense David Wright

No link a seguir você vai ter acesso a uma conversa com o Linguista David Wright, para o podcast "Thaleswell".

https://thaleswell.podbean.com/e/on-forensic-linguistics-with-david-wright/


Outra opção é ouvir pelo You Tube (Clique aqui).

Wright é coautor da segunda edição do livro "An Introduction to Forensic Linguistics", com M. Coulthard e A. Johnson. (Clique aqui para adquirir o livro)








9 de setembro de 2017

Palestra na USP, Tardes de Linguística: "O que é Linguística Forense?", com Dayane Almeida


Evento: Tardes de Linguística na USP
Palestra: O que é Linguística Forense? 
Palestrante: Profa. Dra. Dayane Almeida (UNICAMP)
Local: FFLCH-USP
Data: 18/09/2017, às 14h



"Resumo"


O que é linguística forense?

Profa. Dra. Dayane Celestino de Almeida
UNICAMP (Instituto de Estudos da Linguagem)
Departamento de Linguística Aplicada

Em 1968, Jean Svartvik publicou um trabalho em que apresentou sua análise de dois depoimentos dados por Timothy Evans – que havia sido condenado pelo assassinato de sua esposa e filho – à polícia, concluindo que os dois testemunhos, que deveriam ser uma transcrição exata do que foi dito, eram muito diferentes em termos de estilo linguístico, o que poderia ser um indício de que um deles havia sido forjado. Svartvik nomeou a sua análise “forensic linguistics” e uma nova disciplina surgia ali, embora seu desenvolvimento tenha ganhado ímpeto apenas a partir da década de 1990.

Em inglês, “forensic”, cuja tradução em português passou a ser “forense”, está associado a uma ciência capaz de ajudar a desvendar crimes, papel que, no Brasil é assumido pelo que se conhece como “Criminalística”. Então, uma das definições de linguística forense é a aplicação dos conhecimentos linguísticos pra ajudar a solucionar crimes. Note-se que falamos em “uma das definições” – que numeraremos como “a” –, já que, com o passar do tempo, a linguística forense passou a englobar também contextos em que haja uma intervenção do linguista e da linguística no sentido de: b) prover evidências linguísticas para solucionar casos na esfera criminal ou civil; e c) promover treinamento ou consultoria a operadores do Direito (policiais, advogados, promotores, peritos, etc.) para um melhor funcionamento da Justiça. Assim, embora o adjetivo “forense”, de modo geral, possa referir a qualquer relação com o campo do Direito, a “linguística forense” não são os estudos de “Linguagem e Direito” em sentido amplo, como por exemplo a análise dos textos e discursos jurídicos (campo bastante frutífero do Brasil e no mundo), mas tão-somente o emprego da linguística em situações em que seja possível de fato uma intervenção do linguista e da linguística para resolver um problema que se apresenta em contextos judiciais e criminais.


Esta apresentação tem por objetivo responder à pergunta-título – “O que é linguística forense?” – por meio da exposição de exemplos de casos reais que contaram com o auxílio de linguistas como consultores ou peritos. Dentre estes, estão casos de identificação de falantes por meio de elementos fonéticos, de análise de autoria textual em suspeitas de plágio, de análise dialetológica para estabelecer um perfil sociolinguístico útil em uma investigação, de treinamento de policiais para assumir uma persona linguística online para fins de investigação, de disputas em torno de elementos linguísticos que se tornam propriedade privada (as marcas registradas), de disputas em torno da (falta de) compreensibilidade de advertências ou instruções escritas em produtos, de ambiguidades em contratos, da análise de estilos linguísticos para determinação de origem em casos de pedidos de asilo por refugiados, de análise de autoria para determinar alguma in formação acerca de autores de textos anônimos ou assinados por pseudônimos que podem aparecer em situações criminais (por exemplo, bilhetes de resgate, cartas de ameaça, cartas de suicídio) e, ainda, de diversos crimes cometidos por meio linguagem, como por exemplo, injúria, difamação, calúnia, assédio, suborno, ameaça, extorsão, entre outros.


3 de agosto de 2017

LAEF - Grupo de Estudos em Linguística Aplicada à Esfera Forense (Unicamp)

No dia 18 deste mês o LAEF  (Grupo de Estudos em Linguística Aplicada à Esfera Forense) iniciará suas atividades.

O grupo terá sede na UNICAMP e será coordenado pela Profa. Dra. Dayane Almeida, do departamento de Linguística Aplicada do IEL (Instituto de Estudos da Linguagem).

Inicialmente, os encontros do grupo ocorrerão uma vez por mês. A bibliografia a ser estudada neste primeiro semestre e as respectivas datas podem ser encontradas aqui.

Participantes externos são bem-vindos. Para frequentar uma reunião, escreva para dayane@iel.unicamp.br.

Este é um importante passo para o desenvolvimento da disciplina no estado de São Paulo.






1 de agosto de 2017

Reportagem com Rui Sousa-Silva (Linguista Forense, Universidade do Porto)

Neste link  você vai encontrar a reportagem que saiu no jornal Público,  de Portugal, sobre linguística forense e perícias linguísticas. O entrevistado é o Prof. Dr. Rui Sousa-Silva, da Universidade do Porto.
Boa leitura! ;)


23 de dezembro de 2016

Bibliografia em Linguística Forense

O professor Roger Shuy (sociolinguista que já trabalhou em diversos casos envolvendo linguística em contextos criminais e judiciais) fez uma lista de referências interessantes sobre Linguística Forense, separadas por grandes temas. Para visualizar, acesse: http://www.rogershuy.com/pdf/ForensicLinguisticsReferences.pdf

16 de dezembro de 2016

2017: Congresso da IAFL em Portugal

Estão abertas as inscrições para o Congresso de 2017 da IAFL (Associação Internacional de Linguistas Forenses).

Clique aqui para saber mais.

Essa edição do encontro acontecerá em Portugal.


22 de abril de 2016

Projeto de Lei que regula a Linguística Forense no Reunido Unido

Tramita pelo Parlamento inglês um projeto de lei ("bill", em inglês) para regulação da prática de linguistas forenses. O projeto tem a intenção de estabelecer padrões de conduta dos praticantes e de qualidade nas análises linguísticas levadas a cabo em investigações e processos judiciais.

Informações oficiais podem ser vistas em: http://services.parliament.uk/bills/2015-16/forensiclinguisticsstandards.html

O vídeo da leitura na primeira audiência pode ser visto aqui: http://parliamentlive.tv/event/index/28f50efa-dd60-496a-af22-10bb8e2e22d5?in=13:10:25&out=13:21:00


17 de fevereiro de 2016

Novidade: Livro Linguística Aplicada em Contextos Legais

Saiu o livro Linguística Aplicada em Contextos Legais, pela Editorial Paco.
(Sonia Bittencourt Silveira; Carolina Scali Abritta; Amitza Torres Vieira (Orgs.)). 

Segue link para informações:

http://editorialpaco.com.br/livro/linguistica-aplicada-em-contextos-legais/.


Este é o sumário do livro:

Linguagem e Direito: diálogos e aproximações...............................9
Sonia Bittencourt Silveira Carolina Scali Abritta Amitza Torres Vieira
Parte I
Práticas discursivas: a interpretação, a

argumentação e a atribuição de face.........................21
Capítulo 1
Direito e linguagem: aspectos filosóficos.............................22
Fábio P. Shecaira Noel Struchiner
Capítulo 2
Argumentação: panorama teórico e questões para
análises empíricas......................................................................43

Amitza Torres Vieira Rogéria Tarocco dos Santos
Capítulo 3
Trabalhos de face e os limites da impolidez no
discurso jurídico.........................................................................73

Sonia Bittencourt Silveira Carolina Scali Abritta
Parte II
Práticas analíticas da Fala-em-Interação...............97

Capítulo 4
Gerenciando emoções em situação de conflito:
uma análise da interação em audiências de conciliação............................................................................98

Wânia Terezinha Ladeira
Capítulo 5
Prestações de contas e episódios de conflito: o caso
da mediação familiar judicial...............................................121

Paulo Cortes Gago Roberto Perobelli de Oliveira
Capítulo 6
Avaliações morais: uma análise discursivo-interacional em audiências do Juizado Especial Criminal e da
Vara Criminal.............................................................................141

Amitza Torres Vieira
Capítulo 7
Accounting practices na negociação de
normas jurídicas........................................................................................161

João Pedro Pádua
Maria do Carmo Leite de Oliveira

Capítulo 8
Os direitos do cidadão em foco: posicionamentos legais
e discursivos no Procon...........................................................................183

Líllian Márcia Ferreira Divan Sonia Bittencourt Silveira
Capítulo 9
Narrativas de mitigação da culpa em um interrogatório policial da Delegacia da Mulher: “as ameaças não
existiu (...) sempre existiu sim, a mãe sempre me
acusando de coisas que eu nunca fiz”.................................205

Débora Marques Liliana Cabral Bastos

Parte III
Práticas Discursivo-analíticas.................................233

Capítulo 10
O método da Análise da Conversa no Direito: o
viés empírico na mediação familiar judicial via
prática de (re)formulação.......................................................234

Paulo Cortes Gago Priscila Fernandes Sant’Anna
Capítulo 11
Depreensão de perfis sociolinguísticos no contexto forense: a variável sexo/gênero.............................................255
Dayane Celestino de Almeida
Capítulo 12
Plágio no meio acadêmico......................................................275
Bruna Batista Abreu Malcolm Coulthard
Capítulo 13
Relações de poder no discurso jurídico penal: uma
análise dos mecanismos de retextualização......................395

Maria Beatriz Nascimento Decat Águeda Bueno do Nascimento
Capítulo 14
Análise crítica do discurso jurídico: o caso do
regime de bens do casamento................................................317

Virgínia Colares
Capítulo 15
A (inter)subjetividade em discurso institucional: o
caso das construções completivas impessoais..................339

Nilza Barrozo Dias 

BOA LEITURA!

21 de fevereiro de 2015

"Falta" de linguista forense pode atrasar um julgamento nos EUA

A reportagem que você encontra aqui  (em inglês) fala sobre o atraso que poderia ocorrer no caso que ficou conhecido como "Os assassinos do Facebook" (The Facebook Murders) porque os advogados de defesa não estavam conseguindo um linguista forense para atuar no caso (!).


20 de fevereiro de 2015

Novo Livro: Communication in Investigative and Legal Contexts (Oxburgh, Myklebust, Grant e Milne)

Começou a pré venda do livro Communication in Investigative and Legal Contexts: Integrated Approaches from Forensic Psychology, Linguistics and Law Enforcement, da Coleção "Wiley Series in Psychology of Crime, Policing and Law". 

O volume foi organizado por Gavin Oxburgh, Trond Myklebust, Tim Grant e Rebecca R. Milne.


Para detalhes sobre a obra, clique aqui.

Para comprar na pré-venda, clique aqui.

Boa leitura!

18 de fevereiro de 2015

9 de janeiro de 2015

III Congresso da ALIDI - Divulgação

O III Congresso da Associação de Linguagem & Direito – ALIDI ocorrerá nos dias 3, 4 e 5 de dezembro de 2015, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, na cidade de Natal/RN, Brasil. 


Em fevereiro, serão abertas as inscrições e o processo de submissão de trabalhos no site da Instituição. Cliquei aqui para mais informações.